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segunda-feira, 19 de março de 2012

#Congeminações do Baninha - Ah e tal...

Olá! Estão bons? Eu por acaso, nem por isso. Esta semana atrasei-me, e só vos estou a escrever agora. Fiquei na expectativa de ver no que ia dar as notícias, e a política, e por acaso, ainda bem que esperei, pois existem algumas em posso utilizar o sumo. 

O nosso amado presidente, o Sr. Silva, foi a Mirandela promover as afamadas alheiras, isto depois de provar uma morcela de bigode. Escusado será dizer, que as exportações caíram a pique. O Nosso primeiro ministro, ainda não sabe bem em quem bater dos grandes grupos económicos, e isto depois da porrada que queria dar na EDP, ter tido um efeito “Boomerang” e acertado em cheio no sec. de estado da economia. Quando Passos se apercebeu do objecto, optou pelo truque do coelho, e enfiou-se na toca. 

O Paulinho das Feiras, anda desaparecido de todo, cá para mim, a bordo dum submarino alemão, e em grandes orgias diplomáticas por essas profundezas oceânicas. Não me admira, que quando aparecer, venha de robalo nos beiços, e de fio de sediela a amarrar-lhe as calças. 

No plano desportivo, o nosso Sporting (salvo seja) bateu o Manchester City, e passou a eliminatória na Europa League. Mais uma vez está provada a minha teoria, de clubes que ganham ao FCP, e espetam 4 de rajada, perdem depois com os clubes de Lisboa, mesmo que estes sejam fraquinhos. 

E pronto, foi o que não vos queria dizer, mas que acabei por escrever, sob pena de ser enclausurado num campo de “futrebol” e a ter de dar nas ganchetas ao Castelo Branco! Safa!

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Suporífero

Escrevo. Escrevo com sono. Verdade, isto não é mais uma daquelas prosas de ir ao cú de escritores como eu duvidosos e que apreciam referências caralhescas ao sofrimento de viver e merdas. Tenho mesmo sono, dormi duas horas e meia e não estou no pleno das minhas capacidades físicas ou psicológicas. O que explica este post.

Estava a pensar ir ali beber um copo a um lado qualquer sem os óculos e engatar uma gaja feia, só porque sim. Almocei cereais, mas as pessoas dizem-me para tentar ver o lado positivo das coisas e que ao menos não tenho um trabalho onde esteja diariamente sujeito a intempéries, erupções vulcânicas ou entradas a pés juntos do Bruno Alves. Isso dá-me alguma paz de espírito, nem que seja até à próxima vez que a Júlia Pinheiro grita dentro da televisão.

Sobrevivo, digamos, sem mazelas ou lesões de maior importância - exceptuando talvez as cerebrais, que são muitas. Quase tantas quanto as do professor Aníbal, que já não está na flor da idade e volta e meia é apanhado a correr todo nu pelos corredores do Palácio de Belém com um laçarote de embrulho enrolado no escroto e a cantar Nelson Ned. O que não deixa de ter a sua beleza e meter também algum nojo.

Mas para o que deu ao stôr Aníbal esta semana foi para fugir a uma visita escolar para não apanhar assobios, apupos e quem sabe restos de bolo-rei que esteve na sua boca nos anos noventa. Fugir de uma visita escolar e de convívio com jovens rapazes, quem diria? Carlos Cruz chamaria a isto, com dizem as pessoas, um figo. Isto se considerarmos um figo uma fruta boa, porque para quem não gosta de figos não faz grande sentido usar esta expressão.

Por falar em Carlos Cruz, já há cerca de várias horas que não vejo o homem na televisão a chorar baba e ranho e a dizer que está inocente. É como aquele programa lá da senhora que fala com os mortos, uma pessoa sabe que é aldrabice mas não deixa de ter o seu valor como entretenimento para toda a família.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

#congeminações do Baninha - Parte 17

Ora bem, chegados aqui, ao limiar da estupidez, da loucura e do forrobodó, custa-me a crer que o nosso PR, o Prof. Dr. Aníbal Cavaco Silva, tenha proferido blasfémias sobre gastos, e valores remuneratórios, de pensões. O ilustre governante, não consegue pagar as despesas, e segundo as notícias recentes, o Gasóleo vai aumentar 30%, ainda para o afetar mais. Só por chacota, é que vamos poder vê-lo a deslocar-se, em trotinete, com a Maria Cavaca de pendura, e a dar aos bastelos, porque por este andar, vamos todos andar a pé. 

Cheguei tarde para fazer este texto, e não consigo arranjar tema, estes políticos, são uns somíticos, e sem sentido de humor, tirando o Álvaro Eco-cómico! O único que nos consegue arranjar tema de conversa, ainda é o semi-presente Paulinho das feiras, que antecipando que o país ia-se afundar, comprou 2 submarinos aos Alemães. 

O Ministro “Eco-Cómico”, o vendedor de pastéis de nata, e frango de churrasco, diz que assinou um acordo histórico na concertação social, o Proença, da UGT, diz que foi o acordo possível, o Saraiva da CIP, diz que falta ali qualquer coisa, só ainda não sabe bem o quê. Cá para mim, com o abandono prematuro de Carvalho da Silva da reunião de concertação social, velhaco como é, levou a carteira do Saraiva. 

Outro assunto, semi-resolvido, é o do “Costa Concórdia”. Ainda ninguém sabe bem como se passou, mas suspeita-se do envolvimento de Bojinov, que deu um “chega para lá”, ao piloto, dizendo « Isso, é comigo!» 

E pronto, foi a crónica desta semana, fraquinha fraquinha, mas também quem é que me mandou, a mim sapateiro, tocar rabecão? Fui!

domingo, 22 de janeiro de 2012

Hannibal

Na saga de Thomas Harris, Hannibal Lecter trata-se de um médico e assassino com uma curiosa particularidade: a de comer as suas vítimas. Digo comer no sentido literal, e não como o lendário Zézé Camarinha diria “comer umas inglesas e tal”. Lecter cozinha e papa as suas vítimas. Por vezes, acompanha com um chianti. O que em si é giro. E requintado, vá.

Nesta coisa de canibais, Portugal tem Aníbal Cavaco Silva. Trata-se de uma personagem real que nasceu em Boliqueime, mastiga bolo rei de boca aberta e é amigo pessoal de sujeitos que vão ao Brasil matar idosas ricas em Maricá. Licenciou-se em Economia e Finanças mas tem um problema - não consegue viver com dez mil euros por mês. Compreendo.

Eu próprio não sei se conseguiria viver com dez mil euros. É pouco dinheiro, nem dá para comprar um Porsche a cinco anos. E depois a ver o Euromilhões sair ao amigo Catroga assim de repente dá um bocadito de inveja. Acho esta intervenção do presidente da república bastante acertada, pelo que talvez fosse altura de subir o ordenado mínimo para dez mil euros. E um cêntimo, senão não chega.

É triste Portugal ter um presidente no limiar da pobreza. Igualmente triste é esse presidente ter pouca vergonha. Vergonha que diga-se, era uma coisinha que deviam ter os indivíduos que votaram nesta ridícula personagem. Um povo que se deixa representar por um senhor Aníbal encontra-se não apenas no limiar da pobreza (espiritual) mas também do masoquismo.

Eu não gosto de levar pancada. Não aprecio. Entre murraças na boca e fazer o amor, prefiro o amor. Mas não julgue o senhor Aníbal e outros, ingenuamente, que o povo é cego e manso. Governados por canibais, muitas vezes aquilo que aparentam ser ovelhas à espera de ser tosquiadas revelam-se afinal lobos, criaturas indomáveis, selvagens e bastante perigosas.

domingo, 18 de dezembro de 2011

Não sei se é possível

Os natais são como os lanches do anúncio do Kinder Délice - há uns de que se gosta muito, e outros de que se gosta menos. Tão bela que é a publicidade gratuita, não é? Ainda assim, se os senhores da Kinder me quiserem deixar um cheque no correio, não vou chorar. Sou tão puta.

Uma vez que se aproxima aquele que alguns já chamam o natal mais difícil deste mil novecentos e testículo, não posso deixar de me estar a cagar lindamente para isso. Além de puta, sou insensível. Só qualidades.

O natal para mim, digo-o com franqueza, só tinha interesse por causa dos brinquedos que os meus pais me podiam dar quando era miúdo. Esta coisa de fazer bem aos outros só porque é natal sempre me pareceu um bocadinho maricas. Mais tarde, além de maricas, descobri que era também uma cena assim para o hipócrita.

Se fôssemos culturalmente evoluídos de verdade, não precisávamos de uma época por ano para tratar bem outros seres humanos ou os ajudar. Ajudávamos e pronto. Por esta ordem de ideias, numa sociedade culturalmente evoluída haverá uma época especial do ano em que se trata mal deliberadamente e se pode mandar quem quiser para o caralho. Espero chegar lá.

É como a história dos dias mundiais desta coisa ou daquela. No dia em que não precisarmos de dias mundiais de merda nenhuma, é sinal de que vivemos numa sociedade justa. Mas pior que se ser um materialista, é brincar à caridadezinha. Sentar-se em frente à televisão a assistir à desgraça dos outros com peninha, nos programas da manhã e da tarde, a ver os “coitadinhos” e com aquela coisa do “vá lá contribuam para que estas pessoas tenham um natal melhor” e coiso. As pessoas que passam necessidades não precisam de um natal melhor. Precisam é de não passar necessidades. O resto é treta.

Infelizmente para vocês leitores, no meio de toda esta depressão natalícia, não me enforquei no candeeiro da sala. Estive perto disso, logo que acabei de assistir à comunicação natalícia de Aníbal, presidente da república portuguesa, regiões autónomas e Facebook.

Aníbal, na sua infinita sabedoria de amigo do Bush pai, veio desejar aos portugueses um natal “tão bom quanto possível,” o que é bonito mas fica fora do contexto sem a televisão a preto e branco e uns agentes da PIDE por perto. O mais estranho no presidente Aníbal é, para uma pessoa que praticamente vive nas redes sociais e papa o que planta no Farmville, não haver na sua mensagem natalícia um único LOL.

Penso também como é estranho Cavaco e Maria algum dia terem feito o amor, quanto mais procriar. Eu até nem sou rapaz de acreditar nestas coisas mas, uma vez imbuído no espírito natalício, fico a pensar se não terá tudo sido obra do Espírito Santo.

domingo, 9 de outubro de 2011

Os Dias do Fim

Nos dias que correm, nem os mais cépticos duvidam de que existirá em 2012 uma catástrofe de proporções gigantescas, que acabará por relevar os Malucos do Riso para segundo plano. Estejam ou não certos os Maias e Nostradamus nas suas profecias, a crise económica, a subida do preço da energia ou os vídeos de kuduro do Emanuel são sinais por demais evidentes de que o fim está próximo.

Não fosse suficiente a incursão de artistas (evitei as aspas aqui) como Emanuel e José Malhoa pela música africana, um ser humano ainda tem de sofrer com as tunas. Não que eu tenha algo contra pessoas que se vestem de preto e tocam cantigas sob o efeito do álcool - algumas das minhas bandas favoritas até podem ser descritas desta forma - mas continuo ainda assim a achar que, com excepção do Jorge Palma, malta com cirrose não se deveria aproximar de microfones e/ou instrumentos musicais.

Depois temos Augusto Caridade. Sim, existe realmente um ser humano com este nome e ao que parece o senhor andou por aí a fingir-se de padre. Isto perturba-me, principalmente se o disfarce envolveu fingir que gostava de rapazinhos. Em segundo lugar, e já que estamos numa de prender aldrabões, não sei se havia espaço suficiente nas cadeias para uma malta que anda há coisa de séculos a convencer as populações de que: a) existe um ser superior que te castiga e manda para o Inferno se te portares mal; b) nasceu há coisa de dois mil anos um senhor que transformava água em vinho; c) o senhor da alínea b) nasceu pelo pipi de uma virgem. Só para sermos coerentes.

A República fez 101 anos, e o facto de Aníbal Cavaco Silva ser presidente de um país no século XXI revela-se preocupante e talvez fosse motivo suficiente para Charles Darwin repensar a sua teoria da evolução das espécies. E isto revela ainda outra coisa: que as pessoas com danos cerebrais podem afinal chegar bem mais longe do que à partida se julgava.

Entretanto na Escócia, adeptos do Hearts dedicaram um cântico ao presente treinador da equipa, o português Paulo Sérgio. Não admira depois que os escoceses tenham fama de bêbados.

Tudo parece assim estar a postos para um eventual apocalipse, o que pode estar a deixar algumas pessoas nervosas, mas não a mim. Sou por natureza uma pessoa optimista, e duvido que o que quer que aí venha seja pior que um álbum novo dos Pólo Norte.