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quarta-feira, 9 de maio de 2012

Consequências do pensamento filosófico #23



As lojas de roupa são grandes de mais. Não sou só eu que o digo. As próprias mulheres admitem. E quando uma mulher admite que o seu mundo de sonho é capaz de ser exagerado de mais, é razão para estarmos preocupados. 

A Zara sempre foi o calcanhar de Aquiles para os homens. Uma espécie de Rally Dakar urbano, onde a estética é algo que deve ser tido em conta. O co-piloto é, neste caso, uma mulher que apenas diz as palavras “por aqui”, “anda”, “despacha-te” e “cuidado com a curva à direita dos cai-cai”. É, sem dúvida, uma prova de fogo para qualquer homem. Só os que trazem na bagagem um treino intensivo na Pull & Bear, na Bershka e na Stradivarius é que conseguem ultrapassar estas dificuldades. No entanto, há cerca de 3 anos, apareceu um novo fenómeno em Portugal: a Primark. 

Ora, se a Zara é o Rally Dakar, a Primark é a Volta ao Mundo em 80 dias. Aquilo tem o triplo do tamanho da Zara, e em vez de uma loja, pode ser considerado um peddy-papper. Ao que parece, só mesmo com o visto regularizado é que podemos entrar no estabelecimento. Quanto ao sofrimento para o sexo masculino: é demasiado grande. Desde o momento em que entramos, deparamo-nos com várias razões para não acreditarmos em Deus. Tem tudo o que achamos mau, em quantidades maiores. Se na Zara há uma secção para as malas, na Primark há um T1 duplex para as malas; se na Zara há casacos de lã, na Primark há um rebanho de ovelhas; se na Zara há o último grito da moda, na Primark há o antepenúltimo, o penúltimo, o último e o desclassificado grito da moda. É aterrador! Dar o primeiro passo na Primark é quase tão corajoso quanto o passo que o Neil Armstrong deu na Lua, em 1969. A grande diferença reside no que dizemos: “isto é um pequeno passo para o homem, mas um grande…espera aí! A sério? Um andar inteiro com leggings? Foda-se!”

terça-feira, 3 de abril de 2012

Consequências do meu pensamento filosófico #22




Parte de mim ainda não recuperou totalmente após o visionamento deste vídeo. Tudo começou no sábado à noite, quando o Bruno César catalisa o Estádio da Luz, com um golo ao cair do pano. O que surgiu de seguida? Folia, muita folia! Uns abraçavam a pessoa que se encontrava ao seu lado. Outros, como num gesto egoísta, celebravam sozinhos, com exaltação. E, depois, há isto.

No entanto, “isto” não é uma coisa qualquer. “Isto”, meus amigos, deixa o Bocage a corar de vergonha; “isto” faz com que a Faixa de Gaza seja um parque de diversões; “isto” faz com que o Rambo enverede pela homossexualidade; “isto” já deu para perceber que pela vontade do autor continuava por mais umas linhas.

O que tenho que fazer é tentar entrar na cabeça daquele barrote, e perceber o que a levou a reagir daquela forma. Ficam aqui os pontos conclusivos:

Ponto 1 - Pelo que posso perceber, ela está a exteriorizar toda a sua felicidade que se encontrava enclausurada debaixo daquele musgo. Creio que isto seja notório.

Ponto 2 - A forma que ela demonstra a sua felicidade com o sucedido, é através não de um, não de dois, mas sim, de três portentosos piretes. Reparem, com atenção, no vídeo: ela, inicialmente, com as duas mãos atira com dois grandes objectos penianos para a televisão; de seguida, após ter pensado, “calma, eu consigo avacalhar mais esta situação”, desfere o popular gesto do Zé Povinho, mas reparem, com um upgrade de grande valor. Enquanto que a personagem criada por Rafael Bordalo Pinheiro faz, apenas e só, um manguito com os dois braços, esta nossa senhora cruza os braços, mas continua a disparar com os outros dois das suas mãos. Ou seja, de uma só assentada, ela solta um trio de ataque peniano para Portugal inteiro!

Ponto 3 – Já consegui concluir que este gesto foi feito quando esta sujeita estava numa situação de alegria imensa. Ou seja, isto que vimos é um comportamento de uma pessoa extremamente feliz. Daí, eu pedir-vos uma coisa: se, por acaso, alguém conhecer o patrão desta mulher, que lhe peça para a despedir e gravar a reacção dela ao despedimento. Imperdível!

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Consequências do meu pensamento filosófico #19



Numa empresa chegou aos ouvidos do patrão um suposto assédio sexual pela parte de um funcionário a uma funcionária. Pois bem, esta é a conversa oficial imaginada, por mim, do patrão e dos seus funcionários, de maneira a proporcionar-vos bons momentos de relaxe e de diversão. 

Patrão: Façam favor de entrar. Temos um assunto muito grave para tratar!
Carlos: Que se passa, chefe?!
Patrão: Chegou-me, há momentos, aos ouvidos que uma funcionária foi assediada sexualmente em pleno local de trabalho. Calculo que já estejam a perceber qual é o assunto de vos ter chamado.
Carlos: Desculpe, mas não estou a perceber onde quer chegar.
Ana Clara: Desenvolva mais, chefe. É que parece que o Carlos ainda não percebeu bem as coisas.
Patrão: Carlos, a Ana Clara veio falar comigo e contou-me que você teve um comportamento muito duvidoso para com ela.
Carlos: Desculpem, estão a brincar não estão?!
Ana Clara: Que descaramento!
Patrão: Eu só quero que você seja sincero connosco. Assediou, ou não assediou a Ana em pleno local de trabalho?! Sabe que nesta empresa nós gostamos de sinceridade.

(pausa)

Carlos: Patrão, mas nós somos uma empresa de filmes pornográficos…
Patrão: E agora não temos normas éticas, quer ver?! Mas nós somos alguns animais, ou quê?!
Carlos: Mas eu já fiz várias cenas de anal com a Ana Clara. Até o chefe participou em algumas. Não estou a perceber qual é o problema.
Ana Clara: Então, isso agora é desculpa?! Pode-se assediar à vontade as colegas de trabalho?!
Carlos: Mas o que é que eu fiz, assim, de tão grave?!
Ana Clara: Já nem te lembras?! Estava na secretária, tu chegas ao pé de mim e sussurras-me ao ouvido que estavas desejoso de me ver toda nua!
Patrão: Que desplante, meu Deus!
Carlos: A sério, foi só isso?
Ana Clara: E achas pouco, queres ver? Que nojice!
Carlos: Ana, eu já ejaculei na tua cara; já te dei chicotadas até ficares a sangrar. Isso não é nada. Mas estás-te a passar?!
Patrão: Carlos, com muito pena minha, mas está despedido! O teu comportamento é inadequado com os valores desta empresa. Arrume as suas coisas, que ao fim da tarde quero vê-lo fora desta empresa.
Carlos: Desculpe patrão, mas não está a ser justo comigo.
Realizador: Corta, corta, corta! Foda-se, Carlos, enganaste-te outra vez nesta última fala! Era para teres dito “o que posso fazer para compensar?!”, e logo de seguida começavam a curtir com a Ana Clara! És uma merda como actor porno! Estás despedido!

Explicação do texto: Reparam da maneira perspicaz que acabei o texto? Afinal, era uma cena dentro de uma outra cena, causando assim em vós uma sensação de não perceberem nada do que acabei de escrever. Sabem como se chama isto que acabei de vos fazer? Exacto, perda de tempo. Agora vamos lá parar de chamar nomes aqui ao autor, pode ser? É que este imbróglio foi criado com o intuito de vos proporcionar momentos únicos de comédia e de fantasia eróctica, mas julgo que estou completamente pedrado. 


segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Consequências do meu pensamento filosófico #18




Tal como acontece todos os dias, Carminda Lopes de 72 anos, encontra-se com Maria do Carmo - e do pai - de 18 anos bissextos no autocarro com direcção a Cucujães. E tal como acontece todos os dias, elas apresentam o mesmo corte de cabelo e o mesmo cheiro a água-de-colónia. E falam e falam...

Carminda Lopes: Hoje vou fazer uma sopinha de nabiças para o meu marido.

Maria do Carmo: Quê?!

CL: Eu disse, que ia fazer uma sopinha de nabiças para o meu marido.

MdC: O quê?! Não consigo ouvi-la, por causa desta música dos Iron Maiden que estou a ouvir no Ipod.

CL: É aquela do novo álbum?

MdC: Quê?!

CL: Oh, esqueça mulher!

(Pausa)

MdC: Não gosto de nabiças, fazem mal ao ácido úrico.

CL: Tem a certeza?

MdC: Sim, li isso no twitter. O meu marido, José João, fica à rasca dos joanetes quando lhe faço sopa de nabiças.

CL: Mas o que é que os joanetes têm a ver com o ácido úrico?

MdC: Nada.

CL: Ah.

(Longa pausa)

MdC: Aquela ali à frente não é a Laurinda?

CL: Pelo menos parece. Mas acho que é só uma velha que é exactamente igual à Laurinda, mas que não é a Laurinda.

MdC: A Laurinda não morreu a semana passada?

CL: Sim morreu.

MdC: Então definitivamente não é a Laurinda.

CL: Tens a certeza?

(Pausa)

MdC: Acho que agora vou ouvir Sex Pistols.

CL: Não, não é mesmo a Laurinda. A Laurinda, ultimamente, tem estado muito calada, não tem?

MdC: Ela morreu a semana passada.

CL: A sério?!

MdC: Sim.

CL: É uma pena. Ia jurar que a tinha visto ali à frente.


segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Consequências do meu pensamento filosófico #17



Quem não se lembra dos míticos piqueniques em família no pinhal? Aquelas temporadas, onde o sol e a natureza colidiam num espectro de tranquilidade; onde os sorrisos invadiam a cara dos familiares que amamos; onde o cheiro da comida da avó criava em nós um salivar acentuado. Guardarei sempre comigo os sentimentos de tristeza, saudade e nojo. Tristeza, porque o tempo já lá vai e nada poderei fazer para o trazer de volta; saudade, porque se passava um bom tempo junto das pessoas mais queridas; nojo, porque, a certa altura, aparecia sempre a súbita vontade de cagar.


         Nada tão estimulante, como estar a comer um bolinho de bacalhau caseiro e ser interrompido pelo intestino “o” grosso a roncar, qual Fiat Uno de 1989. A partir desse momento apenas temos que nos preocupar com uma coisa: que a nossa avó tenha trazido guardanapos extra. Não vale a pena negar o óbvio e tentar aguentá-lo para o resto do dia, porque sabemos que, assim, nunca mais nos vamos conseguir sentar direito. Temos mesmo que enfrentar a besta.

Após possuirmos os guardanapos, é altura de partirmos em direcção ao desconhecido. Uma última despedida com um abraço caloroso a cada familiar, porque à nossa frente, uma vastidão de pinheiros bravos nos espera. Desde o momento em que partimos, o nosso problema reside em tentar encontrar um sítio onde a vegetação faça o seu papel de camuflar as entranhas do nosso rabo, o mais possível. Resolvido o problema, é então, altura de rezarmos a Nossa Senhora do Bom Despacho, para que o acto fisiológico seja, digamos, ligeiro. Não é. É massivo. A resina dos pinheiros até fica intimidada. Parecemos caçadores atrás de bambis, onde a caçadeira foi substituída por uma bisnaga hormonal. Temos então que revelar o Bear Grylls que há em nós. Só que, enquanto ele pega em folhas e paus para fazer uma fogueira, nós pegamos para tapar uma caganeira. Temos maneiras de pensar muito idênticas.

Por mais que neguemos, a verdade é mesmo esta: a maior cagada das nossas vidas foi dada num piquenique de família, onde guardamos connosco a tristeza de não pudermos repetir. Volta para trás tempo, volta para trás!


segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Consequências do meu pensamento filosófico #16



Sabem que dia é hoje? Sim, dia 16 de Janeiro. Sabem em que país estamos? Sim, Portugal. Sabem em que hemisfério se encontra este país? Sim, hemisfério norte. Sabem em que estação do ano se encontra este país que se encontra no hemisfério norte? Pois, Inverno. Ora, repitam lá, outra vez, a estação do ano em uníssono! Lindos meninos! Então, agora faço outra pergunta: porque caralho é que ainda ficam surpreendidos por estar a chover, em pleno inverno?! Parece que acabaram de assistir a um eclipse solar com os olhos abertos. A esses milhares de pessoas que apresentam esse pequeno sinal de demência ao nível do mental, quero-vos explicar umas coisas básicas acerca desta coisa doida que é a chuva.

1º - Sabem que isso da chuva, é normal acontecer por estes lados da Terra. Acreditem que já choveu um punhado de vezes em solo lusitano, e ficar surpreendido por estar a chover, é a mesma coisa que ficar surpreendido por ter tido um acidente em contra-mão.

2º - Se há altura que esse acontecimento ancestral acontece com maior frequência é naquela altura do ano que se chama Inverno – não sei se já ouviram falar disso. É uma época do ano onde as temperaturas descem, nós começamos a usar mais roupa, a precipitação aumenta e os bicos dos seios enrijecem de tal maneira, que dá para cortar peixe-espada.

3º - Ir à janela e expelir a pergunta “já reparaste bem no que está a chover?”, não revela grande inteligência da vossa parte. Primeiro, porque sempre que alguém começa uma pergunta com “já reparaste”, eu, normalmente, não reparei; segundo, porque reparar no que está a chover é um hobby ridículo, e muito pouco estimulante.

- Hey, olha-me para esta quantidade elevada de água que está a cair em direcção ao solo muito por culpa da gravidade! Sou mesmo um privilegiado. Podia, neste momento, estar a reparar em seios enormes que existem em abundância na internet, mas prefiro ficar surpreso por esta maravilha da natureza que acontece quase todos os dias de forma igual.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Consequências do meu pensamento filosófico #15



Após meses e meses a tentar conter-me a não abordar este tema, eis que parte de mim começa a ceder – principalmente a glande. O que é que vem a ser isto da família Carreira enveredar pela cena musical, assim, à fartazana? Não estamos a ficar sem cartuxos nas espingardas, pois não? Se quiserem, eu empresto-vos uns quantos cartuxos que tenho aqui pela casa, que sobraram da morte do Angélico. Pois bem, esta é a história – da minha perspectiva – do clã Carreira.

Ora, o pai, Tony Carreira, é um cantor de “cantigas de amor” que desde o virar do século colecciona cd’s de platina, como a Ana Malhoa colecciona DST’s. A sua música é considerada “ligeira”, mas tem deixado muita gente com ferimentos “graves”. Não tenho nada contra o homem; acho que cada um canta o que quiser, para quem quiser. Mas lá está, o problema é mesmo esse: cantar. No entanto, os dotes do menino não parecem ser grande entrave, visto que, as pessoas adoram-no, e continua a encher o Pavilhão Atlântico como gente grande. Até esse momento, o meu nível de desinteresse estava bem lá em cima.

            - Bah, um homem sem talento a ter sucesso em Portugal; nada como levar com o Camilo a vida inteira para estar acostumado.

            Anos mais tarde, eis que surge a sequela do filme “Carreira” de seu nome Mickael. Como é normal, as expectativas de uma sequela nunca são as maiores, principalmente, quando o primeiro filme vem tão mal cotado no IMDB. Para não grande surpresa, este novo capítulo transcendia ao saloio com uma pitada de azeite. As críticas não são lá grande coisa, mas o sucesso é, mais uma vez, alcançado através deste novo membro do clã Carreira. Nesse instante, o meu nível de desinteresse já estava a regredir.

            - Foda-se! Uma cópia igualzinha do pai, e, mesmo assim, alcança a tripla platina; nada como levar com a Catarina Furtado a vida inteira para estar acostumado.

            O ciclo parecia ter fechado e a humanidade poderia, mais uma vez, respirar de alívio. A economia prosperava nestes tempos de harmonia, e as pessoas corriam pelos prados como veados a correr pelos prados. Eram tempos bons, até ao momento em que o primeiro sinal foi dado: o Tony, afinal, tinha mais um filho a querer entrar no mundo da música. Esta família estava-se a tornar no Saw lusitano, com sequelas intermináveis. A diferença é que um era a continuação de uma história de terror, onde pessoas eram torturadas para prazer de certos indivíduos, o outro era o filme Saw. Este novo sujeito dava-se a conhecer pelo nome de David, mas no entanto, tinha o outro nome que aterrorizara Portugal: Carreira. O seu estilo musical, por sua vez, era diferente do seu pai e irmão. A diferença residia na pigmentação da merda - sim, era uma merda, mas era uma merda diferente. Nos tempos de hoje, é isto que Portugal tem mais consumido a nível musical. Num país sem grande cultura musical, e com vendas miseráveis em termos de discografia, os portugueses têm gasto o seu tempo e dinheiro em “músicos” de prateleira, em vez de procurar e apoiar os novos talentos. É, por isso, que o meu nível de desinteresse está a bater no fundo.

            - Caralho! Uma família rica como o caralho, e não tem uma ponta de talento! Puta que pariu este país de merda! Nada como levar com a família Carreira para estar acostumado!

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Consequências do meu pensamento filosófico #14



A sério, já acabou, não já? Já posso sair do meu casulo de lençóis de flanela sem ter que levar com uma mensagem parva de bom ano? Óptimo. Alguém que me explique, por favor, essa obsessão de tentar ser hilariante no último dia do ano! As pessoas devem pensar que o último dia do ano é o equivalente ao último dia das suas vidas. Por isso é que mandam estas bacoradas, de maneira a ser uma espécie de epitáfio divertido, que logrará para toda a eternidade. De dizer coisas do género: “dá-lhe de força nas 12 badaladas.”; “agora só te vejo para o ano, meu bezerro enlatado!”; “comia-te essa cona toda, ó boa do caralho!” (Esta última mensagem, normalmente, é mandada, já depois de terem ingerido um bidon de Licor Beirão, enquanto assistem a um duelo lamacento entre duas campeãs mundiais do anal.)

O triste, é que este arraial é sempre contrastante com as outras mensagens que recebo. A minha caixa de entrada mais parece um código binário de mensagens badalhocas e de mensagens de esperança. Uma badalhoca, uma de esperança, zero de esperança, uma badalhoca. Essas de teor mais sério, usualmente, trazem uma mensagem de expectativa por um mundo melhor, de agradecimento pelo apoio que lhe demos ao longo do ano que passou, de sonhos que esperam concretizar neste novo ano. É tudo muito bonito, mas porquê mandar essas mensagens como se tivesse sido diagnosticado um cancro? Eu fico sentido com essas mensagens, mas penso sempre que apareceu a essa pessoa um melanoma no corpo. 

E isto tudo para quê?! Para celebrar a transição de um ano para outro ano. Tão simples quanto isso. O que é irónico, é que normalmente estas pessoas dão tanta importância à mudança de ano, que pelo menos, até ao final de Fevereiro, vão-se enganar a escrever o verdadeiro ano. Passam a ter aquele síndrome de se equivocarem constantemente no ano.

- Ora, dia 13 de Janeiro de 2011. Oh, 2012! Engano-me sempre! Mando tantas mensagens irritantes a toda a gente a desejar um bom 2012, que depois não me lembro em que ano estou. Sou mesmo uma besta! Eu deveria, neste momento, cometer suicídio da maneira mais dolorosa possível! Olha ali uma bilha de gás…


segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Consequências do meu pensamento filosófico #13



Antes de mais, gostaria de mostrar a minha gratidão às pessoas bondosas que me deram um Feliz Natal. Graças a esse vosso gesto, por mim, já têm lugar no Céu Eterno. No entanto, quero que não se esqueçam que esta quadra natalícia serve, apenas, para celebrar o nascimento de um rapaz que completou 2011 anos, e que, ultimamente, não tem curado nenhum leproso. Eu falo por mim, mas não gosto nada de ter protagonismo no meu dia de anos. O mesmo não se pode dizer desse sujeito, “menino” Jesus. Um reparo: qual é a dele de ter 2011 anos e as pessoas ainda o tratarem por menino? Eu cá acho que isso, apenas, lhe serve para esgalhar umas gajas no bar.

 - Olá miúda, eu sou Jesus, tenho 2011 anos, mas ainda sou um menino na cama!

Ai ai, este menino não tem cura. Eu gosto muito de Jesus. Sempre foi o meu filho de Deus preferido. Bem, quanto ao seu nascimento, não sou lá grande fã. Sempre tive perguntas que nunca me conseguiram responder. Como se portaram adequadamente, acho por bem, deixá-las aqui para vocês.

Pergunta 1: A Virgem Maria teve que levar com 9 meses de gravidez? Ou Jesus nasceu prematuro? – É que estou mesmo a ver a Maria a ter aqueles desejos de grávida, e a pedir ao José para ir ao deserto buscar-lhe um camelo com um bossa.

Pergunta 2: Se, sim - Jesus nasceu com 9 meses de gravidez – então, porque é que Deus demorou 7 dias a criar o universo e 9 meses para que o seu filho nascesse na Terra? – Alguma coisa não bate certo. É que Deus consegue fazer bebés em segundos da mesma velocidade que consegue fazer com que um africano morra à fome.

Pergunta 3: Qual seriam as probabilidades de Jesus achar que estava num videoclip do Kayne West, se os 3 Reis Magos fossem pretos? – Esta pergunta é de mau gosto, porque sempre gostei muito dos Reis Magos. O meu preferido era o Aramis.

Aguardo as vossas respostas. Se quiserem podem mandá-las para o meu mail euestoumeacagarparaasvossasrespostas@hotmail.com. Uma continuação de um bom Dia a Seguir ao Natal para todos. Eu vou continuar a fazer castelos de mirra na areia.


terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Consequências do meu pensamento filosófico #12



         Eu no outro dia estava ao telefone com uma pessoa. Tudo normal até agora. No entanto, a outra pessoa declarou-me algo, com uma frase declarativa que me deixou perplexo. E se há momentos em que eu fico perplexo é com uma frase declarativa. Pois bem, esta foi a nossa conversa:

Eu: A sério. Tens mesmo que deixar de me colocar objectos sexuais no rabo.
Ela: Desde quando é que já não gostas de estimulação anal?
Eu: Desde aquela vez que usaste o vibrador com o formato do pénis do Carlos Cruz. Eu tenho limites.
Ela: Oh, pára lá de ser menino!
Eu: Precisamente por isso, é que não quero que uses aquele vibrador.

(silêncio)

Ela: Olha, vou tomar banho.
Eu: Vais tomar banho?! Vais sair a algum lado?
Ela: Não. Vou apenas tomar banho.

(silêncio)
Eu: Desculpa?!
Ela: Eu desculpo aquela noite que tiveste com dois soldados do Ultramar.

(silêncio)

Eu: Qual é a lógica de ires tomar banho, e depois ficares a fazer exactamente a mesma coisa que estavas a fazer?! Tu és alguma prostituta, por acaso? Nesse caso, sim, é aconselhável que te laves antes e depois do que estavas a fazer.
Ela: Não, não sou nenhuma prostituta. E se tivesse SIDA já me tinha apercebido. Vou apenas tomar banho para me sentir mais confortável.
Eu: Mais confortável? Mas tu estás deitada na cama a falar comigo ao telemóvel às 11h da noite, e vais tomar banho para depois te ires deitar na cama para falar comigo ao telemóvel às 11h da noite? Mas tu tiveste algum derrame?! Isso era como o Hitler tentasse limpar as suas impressões digitais no Holocausto só para tentar ser ilibado. É pura perda de tempo!
Ela: Oh, tu não percebes nada! Deixa-me lá ir esfregar o meu corpo com Palmolive.

(silêncio)
Eu: Nisso somos diferentes. Eu se estiver uma semana em casa, podes ter a certeza que não tomo banho. Fico com forte irritação no escroto? Fico sim. Mas ao menos fico com aquele cheiro a bedum com extractos de vinagre. Ah, tão bom.
Ela: A tua sorte é que o bedum que acumulas ao longo dessa semana, faz-te realçar os tons vermelhos do escroto.
Eu: Agora é que disseste tudo. É a minha beleza em todo o seu esplendor.



terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Consequências do meu pensamento filosófico #11



Sou um confesso admirador de futebol. Acompanho vários campeonatos por essa Europa fora, vários jogadores e várias equipas. Sou uma espécie de Luís Freitas Lobo, mas com uma vida sexual bastante badalhoca. No entanto, há certos aspectos futebolísticos que me deixam com aquele travo a indignação. Não estou a falar dos comentadores de futebol da nossa praça, porque já se sabia, que ia haver consequências da Alemanha não ter ganho a Segunda Guerra Mundial. E, também, não estou a falar do futebol feminino não ser jogado com chantilly e com óleo vegetal nos seios das jogadoras. O que tem provocado a minha ira são aqueles jogadores que são designados por: “só terem um pé”.

Num jogo que se joga, essencialmente, com os pés, acho um bocado irónico haver jogadores que usem apenas um para rematar, passar e fintar. Não tem lá grande lógica, e arranha as entranhas da estupidez. É que estamos a falar de profissionais de alta competição que ganham milhões, para usarem metade das suas capacidades motoras. Isto, basicamente, é como ter um pénis enorme e só usar uma mão para a masturbação (reparem como esta metáfora funcionou tão bem). Se Deus nosso senhor lhes deu esse talento de ganhar milhões a dar uns chutos numa bola, ao menos mostrem humildade para com as pessoas que têm empregos normais. Sim, porque ser futebolista é um trabalho, assim como, ser médico. Juro que ao longo destes 20 anos nunca ouvi um caso de um médico a usar, apenas, uma mão para realizar as cirurgias.

- Senhor doutor, podemos iniciar a cirurgia ao coração do paciente Joaquim Araújo? Desculpe, mas porque é que ainda está a comer?
- O quê? Ah, isso. Não se preocupe que eu, apenas, vou buscar estas Oreo com a mão direita, enquanto que a esquerda fica livre. Eu nesta operação só vou usar a esquerda.
- E porque é que só vai usar a esquerda?
- Porque assim consigo acabar de comer as bolachas. Vá, vamos iniciar a operação.
(minutos mais tarde)
- Doutor, receio termos perdido o paciente!!!
- Que parvoíce! Ainda consigo ouvir o coração a palpitar.
- Isso é o seu relógio, doutor!
- Ora bolas, pois é! Bem, é servida? Olhe que é a última Oreo.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Consequências do meu pensamento filosófico #10

Ainda estão aí?! Ah, já estão a dormir?! Pronto, então eu deixo aqui no canto - ao lado da remela - o texto e vou à minha vidinha, pode ser? Exacto, estão a dormir, logo, não vão responder a esta pergunta que não é destinada a ninguém em particular, mas, sim, uma maneira de encher o chouriço a este texto, visto que não tive tempo para prepará-lo em condições. Agora diz um que acordou com o seu próprio ronco: ”Então onde é que estiveste o dia todo, meu grande cabrão? É que durante a tua ausência estive a foder a tua mãe! lol” Antes de mais, não é bonito dizer lol, e isto não é altura para termos uma conversa, pai. Ok? Vá, agora, sim, contemplo-vos com o meu texto: 


 Todos nós, certamente, já olhamos com alguma desconfiança para o bidé. Está-nos no sangue olhar com semblante carregado para aquela coisa branca, que se encontra na nossa casa de banho. Para que é que serve realmente? Ninguém sabe ao certo. Eu falo por mim: apenas o uso quando o papel não dignifica o seu trabalho de limpar o rabo correctamente. Por isso é que me questiono: que raio de individuo aceitaria um trabalho desses? Daí ter chegado à brilhante conclusão: o bidé é maricas. Ora, eu explico este meu fundamento. É verdade que podia ir pelo fundamento mais simples. Ou seja, é uma criação francesa, logo, é natural que seja maricas. No entanto, prefiro fundamentar o fundamento de outra maneira mais fundamentada. 

           É que, basicamente, ele está sempre sozinho com a sanita na casa de banho, por acaso, alguma vez o viram em cima dela? Está sempre a um metro de distância esse rabiço. E, ainda para mais, a sanita está sempre molhadona, e carregadinha de amor para dar. Mas, claro, o mariconço quer é lavar rabos, que, por acaso, são fedorentos. Isto já para não falar que muito, provavelmente, o bídé é imigrante ilegal - e mais uma vez, eu explico este meu fundamento de uma maneira fundamentada. Ora, ele aparenta ser branco, mas, no fundo, pelo nome, deve ter ascendência guineense. Mesmo assim, ainda o queremos ter no nosso lar? Não nos chega a nossa empregada de limpeza ser emigrante ilegal, proveniente da Moldávia? Acho que está na altura de expulsar o bidé das nossas casas. Ok, provavelmente, vamos ser chamados de homofóbicos e racistas, mas nunca mais teremos de colocar partes do nosso corpo num  objecto africano e homossexual.


segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Consequências do meu pensamento filosófico #9



Eu até acho que sou um bom actor. Quer dizer: eu nunca actuei em nenhuma peça, nunca participei em nenhum casting, nunca fiz um workshop nem consumi cocaína. No entanto, já me contaram uma anedota. Confusos? “Ó, lá vem o João com as suas teorias de piça!” – diz um de vocês, enquanto sacode o pénis para um prato de gelatina. A essa pessoa, peço-lhe que confie neste meu raciocínio. Por alguma razão estou a escrever neste blogue sem nenhuma recompensa monetária. 

Primeiro, para começar, eu não gosto de anedotas. É uma versão alargada de uma piada, com enredo de novelas da TVI. Segundo, para terminar, eu não gosto que me contem anedotas. E não gosto, porque, normalmente, as pessoas que me contam, vêem sempre com aquela musiquinha: “olha, vou-te contar uma anedota”, como quem diz: “olha, vou-te enfiar dedos no rabo até relinchares”. Sim, porque contar uma anedota a alguém, é, basicamente, o equivalente a um toque rectal. Todos queremos evitar, mas, no fundo, sabemos que a outra pessoa tem boas intenções.

Chegando a essa parte em que estou frente a frente com a pessoa, é aí que me revelo para o mundo da representação. É que quando me estão a contar a anedota, eu passo por diferentes fases comportamentais - qual actor camaleónico:

1º Fase: desilusão; por pensar que me ia mostrar a última Penthouse.
2º Fase: esperança; por pensar que se calhar é, apenas, uma piada rápida.
3º Fase: aceitação; por ter percebido que vou ter, mesmo, que ficar a ouvir a anedota.
4º Fase: raiva; por ter que ficar com cara de tacho a ouvir a anedota.
5º Fase: distracção; por não estar a prestar atenção nenhuma, porque seios invadiram o meu imaginário.
6º Fase: falsidade; por ter que esboçar um sorriso, para a pessoa não ficar magoada.
7º Fase: excitação; por perceber que a anedota está quase a acabar.
8º Fase: felicidade; por a anedota já ter acabado e ter que me rir de uma maneira mecanizada.

Como podem ver, em menos de 2 minutos representei mais estados de espírito, do que os últimos dias da vida do Angélico. Por isso, não se surpreendam se uma dia me virem com um martelo pneumático a representar na cara dos "actores" dos Morangos com Açúcar, em horário nobre.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Consequências do meu pensamento filosófico #9


Todos nós adoramos o arroz, certo?! E todos nós já nos imaginamos numa banheira de arroz completamente nús, certo?! Ok, afinal, fui só eu que imaginei. Faz parte do meu intelecto enquanto ser humano. Pois bem, o arroz é originário do Japão, onde é cultivado há mais de 7 mil anos. Para terem, mais  ou menos, uma noção cronológica: o Camilo ainda tinha dentes de leite. Arrepiante. O arroz em termos de alimentação é, basicamente, daqueles alimentos que vai bem com qualquer outro alimento. É uma espécie de prostituta dos alimentos. Daí, fazer parte da roda dos alimentos, porque, literalmente, roda todos os alimentos. No entanto, não vos venho falar do seu estatuto social, mas, sim, da maneira como é apresentado em tantos e tão normais restaurantes.

            O arroz nesses estabelecimentos é, digamos, abusado e torturado, isto, porque, é servido numa espécie de montanha melada, onde parece que foi vítima de uma cólica de um concorrente do Peso Pesado. Com certeza que estão familiarizados com isto:


Isto pode ter várias interpretações. Ou é, de facto, uma montanha melada, ou um seio de uma mulher em forma de cereal, passando, também, por um castelo de areia de arroz. Estudos já foram feitos para saber o que é, realmente, isto. Por enquanto, o termo científico mais correcto que podemos usar é javardice. Javardice, porque, para mim, é apenas uma maneira de o cozinheiro expressar o prazer no local de trabalho. Visto por este prisma, calculo que, provavelmente, é ao som desta música que coloca o arroz nos nossos pratos:


            Enojados?! Óptimo. Mas, o que me enoja mais é quando vejo que ele não tem a dignidade de colocar dois seios de arroz num único prato. Ou seja, o depravado do cozinheiro prefere colocar um seio em cada prato, deixando ao cliente sem solução, senão, procurar o outro seio perdido nos vários pratos espalhados pelo restaurante. O ambiente acaba sempre por ficar mais pesado quando os clientes revoltados gritam: "Onde está a minha mama direita?!".

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Consequências do meu pensamento filosófico #8



Crónica que é crónica começa com uma confissão estapafúrdia: eu não gosto de pombos. E não gosto, porque, basicamente, não passa de um animal ridículo. Bem sei que é uma afirmação polémica, mas pergunto-vos: quantos de vocês já viram algo que um pombo fizesse que vos deixasse de boca aberta? É que até agora, tudo o que tenho visto dessa espécie tem sido medíocre. Sim, eles conseguem voar, mas isso já não é uma grande coisa, pois não? Nós até com balões já conseguimos levantar voo.

E a arrogância destes bichos?! Começa logo com aquele andar provocador com a cabeça. Parece que a cabeça está em constante fornicação com o imaginário. Por outras palavras, o que eles nos querem dizer é isto:

- Eu posso não ter grande actividade cá em baixo, mas esta cabecinha de cima não pára, minhas meninas!

Arrogantes! Reparem, também, que eles não caçam. Eles, caçar?! Está bem, está. Eles ficam na poltrona à espera que um bocado de pão caía ao chão. Mas a partir do momento em que cai ao chão, aquilo transforma-se numa autêntica corrida ao ouro. Centenas e centenas de pombos, vindos do nada, apressam-se para alcançar o bocado de pão recesso. Parece o início do “Rei Leão”, quando os animais reúnem-se para ver o nascimento. Por isso, é que coloco sempre esta música sempre que vejo este triste cenário:


“Ah, mas os pombos foram muito importantes nos séculos passados, quando serviam de correio.” – dizem vocês – Mas vocês ainda estão a defendê-los?! Eles são uma cambada de arrogantes e cagam tudo! Vocês bem podem estar a inaugurar uma estátua do Gandhi, que eles estão, literalmente, a cagar para isso. Ainda não perceberam que eles são os aviões japoneses, enquanto nós somos Pearl Harbor?! E não venham com essa do “serviam de correio”. A verdade é que se isso fosse, assim, tão eficaz, nós não tínhamos evoluído para outras formas de correio. Não precisávamos de ter inventado o email que entrega correio num segundo. Mas cá está, os pombos, também, não passam de criaturas preguiçosas.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Consequências do meu pensamento filosófico #7




As pessoas bem se queixam do desemprego, da fome no mundo, da corrupção e do bife estar mal passado, mas eu cá me queixo de coisas a sério e que aleijam, verdadeiramente. Estou a falar, pois claro, das aftas. Enganam-se os que pensam que este tema não está no mesmo patamar da fome no mundo. Enquanto, que a fome é um tema  fácil de se resolver. Ou seja, come-se, e já está resolvido, instantaneamente. Nas aftas não é bem assim. Quantas e quantas vezes já tivemos esta conversa com as nossas mães:
           
- Mãe, estou com fome! O que faço?!
- Ah, come…
- Obrigado, mãe! Mãe, estou com uma afta! O que faço?
- Receio que não haja nada que possas fazer, meu filho.

Por isso, não venham com essa do “ah, ajudem os países africanos, com milhões de pessoas a morrer à fome”, é que vê-se mesmo quem pede esse tipo de ajuda nunca teve uma afta na vida.

A verdade é que são uns dias que ficamos submetidos a uma tortura medieval incurável, onde a cada movimento em falso somos psicologicamente chicoteados e abusados por um tipo pequeno, solitário e branco. É uma espécie de estadia bem passada na casa de Elvas, só que desta vez não acabamos nús.

E se não bastasse o sofrimento nestes dias, deparamo-nos, ainda, com a angústia dos dias que antecedem o seu aparecimento, passando pela sua confirmação. O ritual da confirmação é um tanto igual de pessoa para pessoa. Normalmente, tem lugar à frente do espelho, onde, lentamente, esticamos o lábio, e gritamos a alto e bom som:

- FOOOOOODAAAA-SE! (normalmente, este foda-se é dito de uma maneira muito fanhosa e com muito baba à mistura. Ah, e é curioso termos a mesma reacção sempre que aparece o Malato na televisão.)

            Agora deixo a pergunta: é mesmo preciso teres criado as aftas, Deus? É que tu tiveste bem ao criares o seio esquerdo e o seio direito, mas a partir daí descambaste. A sério, a pestana?! A sobrancelha? A pele casca de laranja no cotovelo?! O joanete?! O dedo grande do pé?! O que eu acho, é que isto tudo foi criado, sem dúvida, no dia em que estavas em modo dadaísmo.