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quarta-feira, 12 de outubro de 2011

As sondagens na Madeira

O Bloco de Esquerda foi o único partido a sair incólume das eleições regionais na Madeira. O partido coordenado pelo Francisco Louçã conseguiu mesmo a proeza de ficar atrás do Partido dos Animais, o que é uma ironia deliciosa para um partido cujos militantes se alimentam mais de erva do que as vaquinhas que o Partido dos Animais heroicamente defende. 

Mas a grande notícia da noite eleitoral madeirense foram os óculos de Alberto João Jardim. Ficámos a saber que só há uma coisa que trava o ímpeto de Alberto João para dizer disparates - a ausência dos ditos cujos no momento de ler uma intervenção. Infelizmente, e como este país parece perseguido por um karma mais negativo que as contas do Sporting, a falta dos óculos é precisamente aquilo que faz com que desapareçam mil milhões de € ao largo do arquipélago sem que lhe consigam seguir o rasto. Como se costuma dizer, não há almoços grátis! E para piorar, os óculos acabam sempre por aparecer!

José Manuel Coelho conseguiu nestas eleições fintar a crise. De uma vez só, a família Coelho colocou dois representantes no Sambódromo da Madeira, entre os três representantes do PTP que para lá foram eleitos. Com eles, o PND e o PSD, prevêem-se picos de audiência no canal Parlamento caso eles comecem a realizar ligações frequentes à Herdade da Secret Story insular. E nem precisam da Teresa Guilherme para apresentar as Galas, que o Guilherme Silva até tem um tom de voz parecido, embora mais feminino.

A liberdade de imprensa, essa, saiu reforçada. Ou, pelo menos, a liberdade que a imprensa tem de sair dali para fora. Ao fim e ao cabo, é a mesma coisa, e já existindo um órgão tão isento com permanência garantida como o é o Jornal da Madeira, talvez não se justifiquem maiores gastos de papel com outras publicações.

Mas não vou falar mais da Madeira. Não adianta bater-lhe mais. E rendo-me às evidências, para bater com eficácia mais valia chamar o Hulk ou o Sapunaru, sendo no entanto provável que esta chafarica não consiga pagar a cláusula de rescisão dos dois pugilistas.

Mas nem só de sondagens viciadas se faz o mundo. Por isso, aproveitem as próximas crónicas a publicar neste espaço!

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

A Madeira, outra vez

De facto, a grande questão é só uma: o que raio se passa na Madeira? Como é que uns ilhéus perdidos no Atlântico conseguem criar criaturas como Alberto João Jardim, Rui Alves, Ruben Micael, Cristiano Ronaldo, Dolores Aveiro ou Guilherme Silva?



Esta tem sido a pergunta a assombrar-me as noites em que estou suficientemente cansado para pensar em disparates e suficientemente lúcido para me assustar com eles. Como raio se podem considerar os Descobrimentos um feito histórico dos portugueses, se o João Gonçalves Zarco foi encalhar naquele fim de mundo? Era como se hoje em dia os olheiros do Sporting se vangloriassem da descoberta de Pongolle!

Não se pense no entanto que eu não gosto da Madeira. A Madeira já deu muito ao mundo. Desde logo, o fogo-de-artifício mais bonito e pujante do mundo. Nem o Pinto da Costa se soltava tanto após as refeições preparadas pela Carolina. E logo naquela baía lindíssima do Funchal, mais larga que o esfíncter do Goucha!
Mas não nos dispersemos. O que esconderá aquela ilha para se ter convertido numa autêntica dependência do Magalhães Lemos? Além das casas construídas pelo Governo Regional em zona de enxurradas, bem entendido!

Será da poncha? Chernobyl tornou-se numa área interditada devido a substâncias bem menos agressivas, e realmente não consta que por lá tenha nascido um presidente da câmara a dançar samba para as TVs.

Será da vertigem das aterragens naquele louco aeroporto do Funchal? Nos Açores não há aeroportos assim, e de facto lá nunca nasceram avançados que dizem que o mundo tem inveja deles por serem bonitos e ricos.

Já em relação a estádios inúteis vejo um padrão. O Algarve também tem um estádio que não serve para nada numa localização quase tão absurda como a do estádio do Nacional, e tem de aturar o Macário Correia!

No fim de contas, a Madeira é como a Cicciolina… quanto maior tem o buraco, mais quer mamar. E clientes por lá não faltam.

Mas eu não incorro no erro de pensar que na Madeira só existem loucos. Na realidade acho que existe uma tribo ainda desconhecida nas Desertas. É só uma questão de a procurar.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

O que é o amor?

A primeira crónica que assino neste espaço é sobre… o amor!



Agora que afastei todo o meu público-alvo e a ler-me ficaram apenas os românticos incuráveis, vou mudar de assunto pois sobre amor já disse tudo o que sabia.

O Zé Pedro dos Xutos e Pontapés vai formar uma nova banda, que pelos vistos editará um álbum em 2012. É curioso perceber que alguém que anda há 30 anos no mundo da música sem conseguir encontrar quem lhe dê aulas de guitarra consegue afinal de contas montar um grupo numa questão de semanas.

Ainda vagueando pelo mundo dos carochos, o “Nevermind” dos Nirvana faz 20 anos. Nunca saberemos se teria assim tanta importância se o Kurt Kobain não tivesse morrido como um mártir aos olhos da MTV, mas descobriremos rapidamente se o José Cid se tornar num músico de culto quando bater a bota.

O que sempre me inquieta na chamada cena grunge de Seattle que nasceu no final da década de 80, é a roupa. Seria só a heroína e o álcool que fazia esquecer o peso das camisas de flanela em pleno Verão? E se em vez das camisas de flanela tivessem aparecido de calças com suspensórios? Talvez hoje a originalidade artística do Avô Cantigas estivesse posta em causa, pois provavelmente para se destacar teria de aparecer a cantar à miudagem com implantes mamários como os da Ana Malhoa, caso contrário pareceria demasiado rock !

E quando penso em grunge, não evito pensar também na palavra grunho. Além da semelhança ortográfica e fonética, Portugal provou com Miguel Guedes que as duas palavras podem de facto andar lado a lado. E já repararam na doce ironia do nome da banda dele? Blind Zero… é de um realismo sarcástico esmagador.

Não vos maço mais, para a semana por cá continuo. Já terão lido outros seis textos interessantes dos meus companheiros aqui do Maus da Fita Métrica, e a Madeira já terá encontrado mais 500 milhões de € em facturas não declaradas.

Até lá!